Em 4 de fevereiro de 2014, policiais do 41º BPM (Irajá) invadiram o Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio, numa operação em resposta a um ataque do tráfico que terminou com uma policial morta na UPP Parque Proletário, dois dias antes. Durante a operação, seis jovens foram mortos. Ao registrarem o caso na 27ª DP (Vicente de Carvalho), os PMs afirmaram que as mortes ocorreram num tiroteio. Dois anos depois, porém, um parecer encomendado pela Defensoria Pública causou uma reviravolta no caso: segundo o trabalho do perito Leví Inimá de Miranda, a necrópsia de cinco dos seis corpos mostra sinais claros de execução. A Justiça determinou a reabertura das investigações. O jornal Extra teve acesso, com exclusividade, aos laudos de necrópsia das vítimas, com idades entre 18 e 26 anos. Eles foram atingidos por 25 disparos no total. De acordo com o perito, há sinais de que Carlos Henrique Benjamin, Reinaldo Thomaz e Acácio Ferreira estavam deitados quando foram atingidos. Thiago Porto teria sido executado com um tiro na cabeça depois de ser atingido nas pernas. Já Francisco José Correia, de acordo com o trabalho, foi morto com um tiro à queima-roupa no peito. O perito também diz que os 19 policiais mudaram a cena do crime e tiraram os jovens já mortos. Um ofício do médico Ricardo Carvalho, diretor do Hospital Carlos Chagas, para onde as vítimas foram levadas, reforça a tese: as vítimas chegaram mortas à unidade. Para o defensor público Daniel Lozoya, o inquérito aberto pela 27ª DP no dia da operação nunca chegou a investigar as mortes. Segundo ele, isso ocorreu porque o caso foi registrado junto a uma prisão em flagrante e à apreensão de dois adolescentes. Segundo nota enviada pela Polícia Civil,o delegado Felipe Curi, atual titular da distrital, “assumiu a titularidade em data posterior à operação no Morro do Juramento. Desde então, o procedimento ainda não retornou da Justiça”. Quando chegaram à delegacia após a operação, os policiais apresentaram seis armas: duas pistolas, três fuzis e uma escopeta. Nenhum dos agentes conseguiu dizer com que vítima estava cada armamento. Na ação, dois policiais foram baleados. Segundo os registros da Polícia Civil, três dos jovens não tinham antecedentes criminais: Carlos Henrique, Francisco e Reinaldo. (Extra)
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