O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), retornou ontem de Brasília e, conforme relatou, para ele, a atual situação não é nada animadora. Segundo o gestor soteropolitano, o clima na capital federal está bastante “movimentado e tenso”. “Hoje o que vemos em Brasília são só os prognósticos e as contas dos partidos”, disse o democrata, durante evento promovido pela prefeitura, em parceria com o Unicef, no Teatro Gregório de Mattos. O prefeito criticou o “toma lá, da cá” realizado pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) após o PMDB anunciar o rompimento. “O que acho lamentável de tudo que está acontecendo é que o governo federal instituiu o mais explícito balcão de negócios da história do Brasil. Nunca se viu um balcão de negócios tão explícito e uma política de barganha tão aberta e inconsequente como essa”, criticou. O prefeito ainda demonstrou preocupação em uma eventual permanência de Dilma à frente do país. “Suponha que dê certo. Que a presidente consiga 172 contra o impeachment. O que é que vai ser do Brasil e do governo depois disso? Estou desanimado com as perspectivas que estão aí, porque é inaceitável o que está acontecendo”, criticou. O democrata viajou para Brasília para discutir a crise política e a possível troca do comando do Palácio do Planalto. Na semana passada, o líder democrata afirmou que seria “prematuro” discutir um possível governo de transição antes que o processo de impeachment esteja consolidado. Apesar da cautela, Neto defendeu a campanha do “Democratas 100% impeachment”. Para ele, o seu partido “não tem só o direito, mas deve se posicionar”. O prefeito também informou ontem que a prefeitura descontou o salário dos servidores grevistas, paralisados desde o dia 15 de março. “Os servidores que não estão trabalhando não receberam o salário hoje. Por determinação minha foi orientada a Secretaria de Gestão a fazer uma folha suplementar. Eles vão receber como a lei manda até o quinto dia útil, no caso dia 7 de abril. Receber apenas os dias trabalhados, os outros dias não serão pagos”, decretou, ao acusar a greve de “política”. “Uma greve que não expressa o sentimento da maioria dos servidores, uma greve que vira as costas para a realidade do país e eu não vou ceder quanto a isso. Eles duvidaram que nós iríamos descontar e hoje viram que quem não trabalhou não recebeu”, discursou.
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