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02 maio 2016

Veja os cotados para comandar os ministérios de Temer

O vice-presidente Michel Temer enfrenta sérias dificuldades para atender todos os interesses envolvidos na composição do futuro governo, caso a presidente Dilma seja afastada do cargo. Irritado, ele proibiu o vazamento do nome de seus ministros, para evitar especulações e intrigas. Serra, que pretende ser candidato ao Planalto em 2018, deve ser confirmado ministro das Relações Exteriores. Outro presidenciável é Geraldo Alckmin que, em tese, estaria contemplado com Alexandre de Moraes, secretário de Segurança de São Paulo, na Advocacia-Geral da União (AGU). Restaria atender a um nome indicado por Aécio, que poderia ser o do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) para um Ministério dos Direitos Humanos. Outra cotada, a também deputada Mara Gabrilli (SP), perde espaço por ser de São Paulo, como Serra. Já o cargo de ministro do Esporte no dia da abertura dos Jogos Olímpicos Rio-2016, em 5 de agosto, no Maracanã, virou disputa política entre o PMDB fluminense e o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves. Embora deva ser indicado para retornar ao Ministério do Turismo, Henrique Alves, um dos nomes fortes de Temer, sempre defendeu a fusão da pasta com o Esporte — de olho no comando da Olimpíada. Já o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o ex-governador do estado Sérgio Cabral defendem a indicação de Marco Antônio Cabral, secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude do Rio de Janeiro. O PMDB do Rio também se sente no direito de indicar o ministro, pois, é deles o comando da sede dos jogos olímpicos. Nessa segunda-feira (2), emissários de Temer ofereceram o comando do Ministério da Ciência e Tecnologia ao PRB, em troca da Agricultura, pasta que o partido cobiçava inicialmente. A oferta teria agradado a cúpula do PRB. A legenda também sinalizou ao vice-presidente que aceitaria o comando do Ministério da Integração Nacional em um eventual governo do peemedebista. Na semana passada, emissários do vice haviam oferecido a Previdência Social e a Secretaria de Portos ao partido. A cúpula do PRB, no entanto, descartou de imediato a oferta da Previdência Social. Alegou que a pasta traria desgaste por causa da reforma previdenciária que Michel Temer sinaliza querer fazer. Já em relação à Secretaria dos Portos, a cúpula da sigla afirmou que só aceitaria se ganhasse outro ministério. Interlocutores de Temer, contudo, disseram não ser possível dar duas pastas ao PRB e ofereceram Ciência e Tecnologia. Já o Ministério Agricultura deve ficar com o PP. A sigla deverá referendar um nome técnico para comandar a Saúde. O médio paulista Raul Cutait é um dos mais cotados.

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