
Bem organizado, apesar dos problemas técnicos nos microfones, situação normal no ao vivo, o debate dos prefeituráveis da rádio Difusora não chegou a empolgar, principalmente porque não teve réplica e tréplica. Foi o fogo amigo. O confronto, se é que pode ser chamado assim, não apresentou novos projetos dos candidatos, além daqueles já amplamente de domínio público para saúde, educação e emprego. Ancorado por Oziel Aragão, com intervenções mínimas, foi interessante ouvir o radialista Leandro Viana, com muita segurança, apresentar os currículos dos pré-candidatos antes de ouvi-los. Augusto Castro (PSDB) e Davidson Magalhães (PCdoB), acostumados com os microfones e discursos na Câmara, se destacaram nas falas durante toda a programação. Geraldo Simões se preocupou apenas em bater no governo Vane e foi cômico ao cobrar do governador Rui Costa, celeridade na construção da barragem, "no mesmo ritmo das obras do metrô". Os demais, Fernando Vita (PMDB) e Roberto José (PR), não chamaram a atenção da "audiência absurda" (sic), frase do apresentador Oziel Aragão. Quanto a Antonio Mangabeira (PDT), ficou no ar a denúncia que ele fez de que a prefeitura pagou o aluguel da Ufsb com dinheiro do Fundeb, o que não é permitido. Foi um aquecimento para o próximo encontro, de acordo com os organizadores. A novidade, antecipada pela RBN, foi a presença de Geraldo Simões (PT), garantido no embate, via liminar. Ele era um dos excluídos pela produção do debate. Alegavam que o petista estava
sob judice, o que não tinha fundamento. Quanto a Fernando Gomes (DEM), também preterido, os organizadores tinham razão, pois ele, hoje, está inelegível. Já o não convite ao Capitão Azevedo (PTB), ninguém entendeu. Fora isso, ponto para a Difusora, que viu multiplicar sua liderança no AM, neste sábado (18).
Um comentário:
Oziel Aragão tirando a fala que estávamos fome, antes de encerrar o debate, o mesmo fez o que prometeu, não aparecer, pois os jogadores eram outros, ele apenas um árbitro imparcial, perfeito nisso meu amigo de infância da Rua Monte Alto.
Em relação ao que disseram ser morno, para mim foi altamente proveitoso, pois podemos ver claramente propostas e idéias, ao contrário de baixarias. E sim, faltou a presença sempre educada de Azevedo.
Enfim, brilhante iniciativa, parabéns RD e mais ainda população de Itabuna, que começa a entender que a era de bater na mesa provando ser marcho e mandatário dá lugar só diálogo democrático!
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