A decadência e falta de equipamentos nas unidades da Polícia Militar passaram longe do gordo orçamento de R$ 37,7 bilhões da Secretaria de Segurança Pública nos últimos cinco anos. A penúria das instalações é evidente e não livra nem o oficialato. O gabinete do comando do 4º BPM (São Cristovão) foi interditado porque o teto desabou. Infiltrações atingem o prédio do 19º BPM (Copacabana). No 5ª BPM (Praça da Harmonia) não há quase armamento não letal, enquanto no Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (Bptur), triciclos estão parados. A tesoura do governo não atingiu os recursos da pasta, mas isso não impediu o colapso dos batalhões. Em dez anos não houve um níquel de investimentos em tecnologia da informação. A PM tem banco de dados, mas sem informações interligadas. O controle de armamento é feito em livros rasurados preenchidos à mão. Há problemas no fornecimento de comida por falta de pagamento do Estado, como no Bope, tropa de elite da PM, que só tem arroz, feijão e frango sem tempero. E divide o pão com o 5º BPM. O raio-x das 63 unidades foi feito em megafiscalização do MP, por determinação do Conselho Nacional do Ministério Público em todo o país, como parte do controle externo das polícias. A situação de penúria das Delegacias de Polícia Judiciária Militar é alvo de protestos. Os batalhões encolheram após as UPPs. O 23º BPM (Leblon) chegou a ter 1.200 homens. Hoje conta com pouco mais de 600. Há mais de dois mil militares cedidos a outros órgãos. Cada unidade recebe em média R$ 5 mil por mês. A Secretaria de Segurança informou que só a PM se pronunciaria sobre o assunto. A corporação alegou que “tenta adequar seu planejamento ao orçamento disponível, minimizando o impacto no serviço operacional.” (O Dia)
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