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Apresentação: Marcos Soares

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20 novembro 2016

São Paulo registra um crime de ódio por hora em um ano

Catorze minutos é o tempo que Maria de Fátima consegue falar sem reter as palavras na garganta. Aos 41 anos, ela inicia um choro silencioso ao lembrar que foi vítima de racismo na festa de aniversário do marido, o empresário alemão Matthias Gösch. O churrasco, realizado em um clube de campo de Rio Claro, no interior, deveria deixar boas recordações. Mas, não. Das lembranças que mantém, a mais forte é a frase que ouviu de um dos participantes, para quem ser negra era motivo de crime. “Pessoas como você a gente coloca bem na linha de tiro.” Um balanço inédito da Secretaria da Segurança Pública (SSP), obtido pelo [BOLD]Estado[/BOLD], aponta que as delegacias de São Paulo registraram, em média, um crime de intolerância a cada 69 minutos no último ano. Os dados foram reunidos desde novembro de 2015, quando passou a ser obrigatório notificar se a ocorrência envolvia algum tipo de discriminação. Foram ao menos 7.587 crimes de ódio até o mês passado. Do total, 3.216, ou 42,4%, eram de intolerância racial. Em seguida: homofobia (15,5%), intolerância de origem (12,7%) e religiosa (6,3%). Em todos os grupos, os delitos mais cometidos são injúria e ameaça. “As principais vítimas são negros. Depois, o grupo LGBT e os nordestinos”, diz a delegada Daniela Branco, titular da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo.

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