
O contribuinte que paga Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Porto Alegre tem bons motivos para estar atordoado. O IPTU é a face mais visível da tumultuada transição em Porto Alegre, com o prefeito José Fortunati de um lado e seu sucessor, Nelson Marchezan, de outro. Na raiz dessa disputa está uma incógnita: o tamanho do rombo nas contas da prefeitura.Quando Fortunati anunciou que daria 15% de desconto para os contribuintes que pagassem o IPTU até 23 de dezembro, Marchezan ameaçou entrar na Justiça, acusando o prefeito de desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. Depois de se reunir com o sucessor, o prefeito anunciou a suspensão do desconto e tirou do ar a campanha publicitária em que conclamava os porto-alegrenses a anteciparem o pagamento.O discurso de Marchezan era centrado em dois pilares: Fortunati não poderia alcançar sobre receitas de 2017 e uma prefeitura em crise não deveria, jamais, abrir mão de receita.
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