
Com a entrega de 61 ambulâncias a municípios do Rio Grande do Sul em 9 de janeiro, o objetivo do presidente Michel Temer (PMDB) era melhorar a avaliação do governo. Mas mais de um mês depois de os veículos destinados à substituição de ambulâncias antigas serem enfileirados no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, apenas 12 estão em operação — 80% permanecem em garagens de prefeituras e sedes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).Por trás da demora, estão entraves burocráticos — como lentidão, erro ou falta de envio de documentos pela União — e dificuldades no emplacamento e na confecção do seguro obrigatório. Ocorreram ainda falhas estruturais: metade das ambulâncias foi entregue com problemas, que vão desde lanternas e sirenes queimadas, ar-condicionado e velocímetro sem funcionamento, até bateria e sistema elétrico com defeito.
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