Uma dívida de cerca de R$ 18 bilhões, que deve ser paga até 2020, pressiona a gestão do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e coloca em dúvida a capacidade da administração de fazer grandes investimentos na cidade.Para efeito de comparação, o valor da dívida equivale a 2,6 vezes o que o prefeito espera arrecadar com a privatização do estádio do Pacaembu e do Anhembi, juntos (cerca de R$ 7 bilhões), uma das bandeiras do tucano. Ele é também três vezes todo o dinheiro que o Orçamento municipal de 2017 prevê para investimentos (obras novas, R$ 6,1 bilhão)."É uma bomba de curto-prazo", afirma o secretário da Fazenda de Doria, Caio Megale, que hoje já administra um cofre em conjuntura de restrição orçamentária, com queda de arrecadação e congelamento de gastos. Estas dívidas, chamadas de precatórios, são pagamentos que o município precisa fazer para atender a ordens judiciais em decorrência de situações como desapropriações, pensões, indenizações por morte, entre outras.
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