Eles contam centavos, renegociam dívidas e tentam fazer as finanças pessoais voltarem à normalidade. Muitos servidores ativos, aposentados e pensionistas do estado ainda vivem em situação de penúria e tiveram que usar o dinheiro de atrasados pagos na semana passada para quitar pendências. São pessoas que mal receberam os salários de maio, junho e julho e já estão sem — ou quase — nada.Para Katerine Figueiredo, 41 anos, auxiliar de serviços gerais da Faetec, as cestas básicas distribuídas pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) que ela recebeu em julho e este mês foram a ‘salvação’. “Garantiu as compras que faria e não precisei fazer”, contou ela, lamentando que os atrasados depositados pelo estado na última semana não foram suficientes para todas as despesas de agosto.“Não paguei nenhuma conta de junho, que é cobrada em julho. Então, o dinheiro que entrou foi só para pagar juros e dívidas no banco”, relatou.
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