Para Iracema Marques, 38 anos, era como escovar os dentes. Na época, morava em Barcelona e acabou assimilando o hábito de boa parte da população local: “as pessoas fazem uma separação dos resíduos em recipientes diferentes. Para eles é um hábito. Você separa o seu lixo e leva isso para um ponto de coleta seletiva”, conta. Chegou o momento de voltar ao Brasil. Queria muito poder manter esse hábito. Mas, como? “Na Espanha, desenvolvi um senso de responsabilidade em relação aos resíduos. Passei a entender que aquilo era meu, de minha responsabilidade. É meu consumo que gera aquele resíduo. Precisava manter aquele hábito”.Mestre em administração pela Ufba, começou a procurar locais onde poderia levar o seu próprio lixo. Não encontrou facilmente. Foi aí que teve a ideia de fazer um mapa.
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