Quatro meses depois do primeiro depoimento ao juiz federal Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao segundo encontro com o magistrado, às 14h de hoje, em Curitiba, mais fragilizado do ponto de vista jurídico – mas fortalecido entre militantes que o consideram vítima de perseguição política. Desde aquele episódio, em maio, o petista acumula série de derrotas judiciais: a condenação em primeira instância no caso do triplex, em julho, a abertura de três novas denúncias nos últimos dias e a recente rasteira de seu ex-ministro e amigo Antonio Palocci, que está preso e decidiu fazer delação premiada.Ao depor a Moro, na última quarta-feira, Palocci revelou o que classificou como "pacto de sangue" entre o ex-chefe e a Odebrecht, surpreendendo até mesmo integrantes da Operação Lava-Jato. Lula não se manifestou sobre o caso, mas o advogado dele, Cristiano Zanin Martins, disse que Palocci fez "acusações falsas e sem provas" por estar "preso e sob pressão". Nos bastidores, a fala foi considerada um forte golpe contra Lula.ionais.
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