Sem estrutura para fazer frente à evolução das drogas sintéticas vendidas no país, a Polícia Científica de São Paulo decidiu oficializar a atual ineficiência e publicar uma norma que isenta os peritos de conseguir confirmar a existência de substâncias ilícitas nos exames laboratoriais.Por exemplo: se o policial analisar um comprimido de ecstasy, mas não tiver em mãos material específico para o teste de confirmação, deverá tratar a substância como se não fosse droga –agora com respaldo da instituição.Nesse laudo, deverá constar que "não foi detectada a presença de substâncias rotineiramente pesquisadas neste laboratório devido à ausência de padrão analítico". Na prática, provoca o mesmo efeito que dizer que não é droga.Para produzir efeito legal, como punir alguém em um processo judicial, o laudo precisa dizer que foi "detectada" a presença da substância X constante na lista X de portaria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
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