
Andar com o celular à mostra ou manter bolsas e mochilas com o equipamento visível é uma conduta cada vez mais arriscada em espaços públicos de Belo Horizonte. Com criminosos que se aproveitam de uma série de brechas legais para voltar ao crime até 24 horas depois de assaltar, os telefones portáteis ocupam fatias progressivamente maiores no conjunto de objetos tirados de seus donos em BH, segundo registros de ocorrências policiais. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) mostram que, enquanto em 2015 os aparelhos representavam 50% de tudo que foi roubado na capital, de janeiro a agosto deste ano esse percentual subiu para quase 60%. O avanço indica que os smatphones, cada vez mais modernos e caros, tornaram-se a principal aposta dos ladrões para gerar liquidez rápida no mercado clandestino. Não é à toa que, a cada hora, mais de quatro pessoas em média registram queixa na polícia depois de perder seus celulares para o crime – nessa conta não entram casos em que as vítimas não comunicam o delito às autoridades.
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