O volume faz tremer os alto-falantes do paredão e batuca nos tímpanos as músicas mais esperadas do Carnaval. O corpo acompanha, em dança, as notas musicais. Agarrado pela mão, o copo se esvazia. A garrafa se entorna com gosto de quero-mais. Mais cerveja, mais pinga, mais catuaba. Mais uma dose de vodca, vai, porque não vai fazer diferença. De gole em gole, os riscos do uso abusivo do álcool se avolumam e põem em risco funções vitais dos foliões que exageram na bebida em praias e blocos de rua, principais destinos dos cearenses durante a folia.A ameaça da substância é silenciosa, mas vitima. Entre 2014 e 2016, 1.274 pessoas morreram no Ceará em decorrência de "Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso do álcool", segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
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