
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu três dias para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, esclarecer quem “deve efetivamente figurar como investigado” no inquérito que apura um esquema de pagamentos milionários do grupo J&F a parlamentares do MDB.As suspeitas foram levantadas nas delações premiadas do executivo Ricardo Saud e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.Segundo Fachin, a PGR não individualizou o rol de investigados, “sugerindo que há indícios suficientes” para justificar a abertura de investigação no âmbito desta Corte em relação a certos parlamentares e demais envolvidos.“Todavia, os nomes referidos pelos colaboradores não convergem aos mesmos parlamentares, tampouco há identidade entre àqueles referidos na tabela (elaborada por Raquel Dodge ao pedir a abertura de investigação) com as pessoas cuja oitiva se pleiteia na fase investigativa”, apontou o ministro.
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