O itabunense amanhecerá sem ônibus urbano nesta terça-feira (29), pois as negociações entre patrões e empregados não avançaram. A greve atingirá ainda o transporte intermunicipal, pois o movimento teve a adesão dos rodoviários das empresas Rota e Viação Águia Branca. Os rodoviários pediam 6% de reajuste salarial e 10% no valor do tíquete refeição, mas as empresas ofereceram 1,78% de reajuste no salário e 0,78% no tíquete refeição na semana passada. Porém, pediram prazo até esta segunda (28), para apresentação de nova proposta. Sem avanço nas negociações, a categoria entrou em greve. Ulisses Santos, dirigente do Sindicato dos Rodoviários de Itabuna, conformou o início do movimento a partir da 0h desta terça. Em Ilhéus, duas votações realizadas hoje (28), uma de manhã e outra à tarde, os rodoviários decidiram aprovar uma greve para reivindicar reajuste para os seus salários e vale-alimentação. A paralisação dos ônibus, no entanto, não tem uma data prevista, provavelmente na próxima quinta (31). Os rodoviários pedem 5% de reajuste salarial e as empresas acenaram com 2,5%, o que foi rejeitado pelos rodoviários. O presidente do sindicato da categoria (Sindrod), Gustavo Santana, disse que além do prazo legal de 72 horas após a votação que definiu a greve, o início do movimento paredista vai depender da volta da circulação da frota completa dos ônibus de Ilhéus. Atualmente, por causa do impacto dos atos dos caminhoneiros no município, o transporte coletivo opera com 70% da sua capacidade. Nesse contexto, conforme o líder sindical, não faz sentido iniciar uma paralisação. A ideia dos rodoviários é deixar os usuários do serviço e as empresas do setor de sobreaviso. Além disso, casos as concessionárias aceitem as demandas dos motoristas e cobradores, a greve será cancelada.
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