O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) indicou a advogada e pastora Damares Alves para chefiar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. A Fundação Nacional do Índio (Funai), que cuida das políticas públicas em relação aos indígenas, deixará o Ministério da Justiça e ficará sob responsabilidade da nova pasta. O anúncio foi feito pelo coordenador da transição Onyx Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil. Damares é assessora do senador Magno Malta (PR-ES), que se empenhou na campanha de Bolsonaro e esperava integrar o próximo governo. A futura ministra é a segunda mulher a integrar o governo de Bolsonaro — a deputada Tereza Cristina ficará com a Agricultura.
Em entrevista, Damares anunciou que a secretaria da infância também ficará vinculada à sua pasta. Ao comentar sobre como deverá ser a relação com os movimento LGBT, ela disse que a pauta é delicada. “Dá para ter um governo de paz entre o movimento conservador, movimento LGBT e os demais movimentos”. Sobre a Funai, ela disse ter relação com indígenas desde 1999 e que será preciso “conversar muito” sobre a demarcação de terra indígena — durante a campanha, Bolsonaro disse que em seu governo não haveria “um centímetro” de terra demarcada. “Eu acredito que o presidente tinha informações muito importantes para falar isso. Particularmente eu questiono algumas áreas indígenas, mas isso é um assunto que nós vamos falar muito”, afirmou. “A questão da demarcação é muito mais que terra.” O nome da pastora ganhou força depois que Bolsonaro rejeitou indicações feitas pela bancada evangélica. Como Magno Malta esperava um convite para compor o primeiro escalão, parte da bancada avaliou que a sondagem foi uma “afronta” e “ingratidão” ao senador capixaba. Nesta quarta, Bolsonaro disse que tem uma dívida de gratidão com Malta, que foi derrotado na tentativa de reeleger senador pelo Espírito Santo. “Ele pode estar ao meu lado, sim, nunca foram fechadas as portas para ele. Ele pode servir à pátria estando ao meu lado ou em outra função”. (Veja)
Em entrevista, Damares anunciou que a secretaria da infância também ficará vinculada à sua pasta. Ao comentar sobre como deverá ser a relação com os movimento LGBT, ela disse que a pauta é delicada. “Dá para ter um governo de paz entre o movimento conservador, movimento LGBT e os demais movimentos”. Sobre a Funai, ela disse ter relação com indígenas desde 1999 e que será preciso “conversar muito” sobre a demarcação de terra indígena — durante a campanha, Bolsonaro disse que em seu governo não haveria “um centímetro” de terra demarcada. “Eu acredito que o presidente tinha informações muito importantes para falar isso. Particularmente eu questiono algumas áreas indígenas, mas isso é um assunto que nós vamos falar muito”, afirmou. “A questão da demarcação é muito mais que terra.” O nome da pastora ganhou força depois que Bolsonaro rejeitou indicações feitas pela bancada evangélica. Como Magno Malta esperava um convite para compor o primeiro escalão, parte da bancada avaliou que a sondagem foi uma “afronta” e “ingratidão” ao senador capixaba. Nesta quarta, Bolsonaro disse que tem uma dívida de gratidão com Malta, que foi derrotado na tentativa de reeleger senador pelo Espírito Santo. “Ele pode estar ao meu lado, sim, nunca foram fechadas as portas para ele. Ele pode servir à pátria estando ao meu lado ou em outra função”. (Veja)

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