Parlamentares governistas que integram a CPMI do INSS pediram ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a anulação da votação desta quinta-feira que aprovou a quebras dos sigilos fiscal e bancário de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles acusam o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraude no processo que aprovou as quebras contra Lulinha.
De acordo com a base governista, Viana ignorou os votos de deputados e senadores que votaram de forma contrária à quebra de sigilo. A votação foi feita de maneira simbólica, ou seja, sem o registro individual de cada parlamentar. Teriam manifestado posicionamento contrário aos requerimentos os senadores Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner e Tereza Leitão, além dos deputados Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carleto e Rogério correia.
Viana, entretanto, contabilizou sete votos contrários. Além de pedir a anulação da votação, a base governista pretende representar contra o presidente da CPMI no Conselho de Ética.
Procurado, Viana negou a fraude, afirmou não temer qualquer representação feita pelos governistas, e disse que espera ser recebido por Alcolumbre antes de qualquer decisão do presidente da Casa.

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