
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viajou, em 2022, em um jatinho do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com aliados evangélicos para fazer campanha para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar confirmou as viagens e disse que, na época, não sabia
quem era o proprietário da aeronave particular. Ele disse, em nota
enviada à reportagem, que não tem “qualquer vínculo pessoal, comercial
ou institucional” com o banqueiro, hoje investigado por uma das maiores
fraudes do sistema financeiro do país.
O caso foi revelado pelo jornal O Globo. No segundo turno de 2022, Nikolas viajou com o pastor evangélico Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, em uma caravana chamada “Juventude pelo Brasil”, na qual eles percorreram estados do Nordeste, redutos eleitorais do PT, para fazerem campanha para Bolsonaro. A influenciadora Jey Reis também participou das viagens. Eles usaram o jatinho particular Embraer 505 Phenom 300 do banqueiro Daniel Vorcaro nas viagens e posaram para fotos em frente à aeronave.
“O voo em questão ocorreu há quatro anos atrás”, disse Nikolas em nota. “À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro. Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta”, complementou o parlamentar.
Em novembro do ano passado, Vorcaro foi preso tentando embarcar para Abu Dhabi em uma aeronave particular. Ele passou algumas semanas atrás das grades e o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central por falta de liquidez. O inquérito está no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi redistribuído para o ministro André Mendonça, depois de sucessivas polêmicas na condição do caso por Dias Toffoli. Vorcaro é conhecido pelo bom trânsito com políticos de todos os lados ideológicos.
Leia a íntegra da resposta do deputado
Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político “Juventude pelo Brasil” e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.
À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro.
Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.
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