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25 março 2026

O que diz o Irã sobre plano de Trump para acabar com a guerra

 

Ataque do Irã a Israel

O embaixador do Irã no Paquistão afirmou nesta quarta-feira, 25, que não houve negociações “diretas ou indiretas” com os Estados Unidos, apesar da afirmação do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para tentar acabar com a guerra.

“Também tomamos conhecimento dos detalhes por meio da imprensa, mas, segundo as informações de que disponho — e ao contrário do que afirma Trump —, até agora não houve negociações, nem diretas nem indiretas, entre os dois países”, afirmou o embaixador Reza Amiri Moghadam.

Sem sinal de trégua

Os bombardeios prosseguiam nesta quarta-feira no Oriente Médio, apesar do plano de paz anunciado por Trump, com mísseis e drones iranianos lançados contra Israel e países do Golfo e ataques israelenses contra Teerã e o Líbano.

Irã e Estados Unidos negociam “neste momento” para tentar encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, afirmou na terça-feira o presidente Donald Trump. Ele informou que seu enviado Steve Witkoff, seu genro Jared Kushner, o vice-presidente JD Vance e o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, participam do processo.

Quais são os 15 pontos do plano de Trump?

Vários meios de comunicação, incluindo o jornal New York Times e a emissora de televisão israelense Channel 12, afirmam que o governo Trump propôs um plano de paz de 15 pontos ao Irã com a mediação do Paquistão, que mantém boas relações com as partes.

Segundo três fontes não identificadas citadas pelo Channel 12, o governo dos Estados Unidos propõe um cessar-fogo de um mês, período para que as autoridades iranianas analisem suas exigências.

Segundo o canal israelense, dos 15 pontos do plano, cinco se referem ao programa nuclear iraniano, outros impõem o abandono do apoio aos aliados do Irã na região, como o Hezbollah ou o Hamas, e um tópico exige que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação marítima.

Em contrapartida, o Irã conseguiria a suspensão das sanções internacionais e apoio para seu programa nuclear civil.

Segundo a Organização Marítima Internacional (OMI), o Irã está flexibilizando a pressão em Ormuz, por onde passava 20% da produção mundial de hidrocarbonetos antes da guerra, e permitirá a “passagem segura de navios não hostis”.

O bloqueio da passagem desde o início da guerra provocou a disparada dos preços do petróleo, com cotações acima de 100 dólares por barril.

Na terça-feira, Trump mencionou “um presente muito grande”, uma possível referência à reabertura parcial de Ormuz, informação que provocou a queda dos preços do petróleo.

O Irã, no entanto, não confirmou nenhuma negociação e o presidente do Parlamento do país, Mohammad Baqer Qalibaf — que segundo o site de notícias Axios seria o interlocutor de Washington — negou categoricamente qualquer conversação.

A imprensa americana também informou o envio ao Oriente Médio de 3.000 soldados paraquedistas como reforço.

Incêndio no aeroporto do Kuwait

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou também nesta quarta ataques contra o norte e o centro de Israel, incluindo a região de Tel Aviv, assim como contra duas bases militares americanas no Kuwait, uma na Jordânia e outra no Bahrein.

Segundo os serviços de emergência israelenses, 12 pessoas ficaram feridas na terça-feira perto de Tel Aviv por um ou vários mísseis iranianos.

No Kuwait, um ataque com drones incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional do emirado, segundo a autoridade de aviação civil, que não relatou vítimas.

Como nos dias anteriores, o Exército israelense anunciou uma série de ataques “contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerã”.

“O barulho, as explosões e os mísseis já fazem parte da vida cotidiana”, disse à AFP por telefone uma mulher de 35 anos, nascida no Curdistão iraniano e moradora de Teerã.

Israel também prossegue com a ofensiva no Líbano, onde pelo menos nove pessoas morreram na madrugada desta quarta-feira em três bombardeios no sul, segundo a agência oficial de notícias ANI. A região é um reduto histórico do movimento pró-iraniano Hezbollah.

Desde que o Líbano foi arrastado para a guerra regional em 2 de março, os ataques israelenses mataram mais de mil pessoas e provocaram o deslocamento de mais de um milhão de moradores, segundo as autoridades.

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, afirmou na terça-feira que as forças do país “manobravam no território libanês para assumir o controle de uma linha de defesa avançada” até o rio Litani, a quase 30 quilômetros da fronteira.

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