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03 março 2026

Secretária de "Careca do INSS" nega na CPMI ter feito pagamentos a Lulinha


 Aline Bárbara Mota, ex-secretária do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negou nesta segunda-feira (2), durante depoimento à CPMI do INSS, ter comprado passagens ou repassado dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada após questionamentos do deputado Rogério Correia (PT-MG) sobre supostos pagamentos e entrega de valores.

Aline foi convocada pela CPMI na condição de testemunha. Ela atuou como secretária e, posteriormente, como gerente administrativa de empresas ligadas ao “Careca do INSS”, investigado na chamada Operação Sem Desconto, que apura supostos descontos associativos irregulares sobre benefícios previdenciários.

Durante o depoimento, Gaspar questionou se Aline tinha conhecimento de que o dinheiro que ela recebia era fruto de roubo de aposentados. “Não, eu nunca soube, nunca desconfiei. Quando ele me contratou, ele se apresentou como um empresário de sucesso, então não tinha, até então, por que eu questionar de onde vinha o dinheiro. Eu era era uma secretária e não tinha por que eu investigar a vida dele”

O surgimento de indícios contra Lulinha o levou a se tornar um dos focos da investigação. Tanto a PF quanto a comissão parlamentar querem investigar se o filho do presidente atuou como sócio oculto do “careca do INSS”.

Na semana passada, A CPMI votou pela quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, após a proclamação do resultado, houve tumulto na sala, com questionamentos por parte de parlamentares do governo sobre a contagem e a forma de votação.

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