
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 7, que a reunião que manteve com seu homólogo brasileiro, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi “muito produtiva”. Os dois passaram quase 1h30 em conversas a portas fechadas, em seguida de um almoço que deu sequência às tratativas entre os líderes e suas comitivas.
O ocupante do Salão Oval também dispensou um elogio um certo ambíguo ao petista, descrevendo-o como um chefe de Estado “dinâmico”.
“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico Presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo Comércio e, especificamente, Tarifas. A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social.
De acordo com a coluna Radar de VEJA, esperava-se que ambos abordem assuntos delicados no encontro, como a possibilidade de os Estados Unidos classificarem organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas, a exploração de minerais raros — na quarta-feira 6, a Câmara dos Deputados aprovou um texto sobre o tema — e a guerra no Oriente Médio, que tem sido criticada pelo mandatário brasileiro.
Também estavam na agenda questões comerciais que envolvem os dois países, como o tarifaço, o preço dos combustíveis e o Pix. Lula também pretendia aproveitar a reunião para articular a favor da candidatura de Michelle Bachellet para a secretaria-geral da ONU (como membro permanente do Conselho de Segurança, os Estados Unidos detém o poder de veto para vetar a postulação).
Contrariando as expectativas, os líderes não atenderam à imprensa de forma conjunta na residência presidencial dos Estados Unidos. De início, esperava-se que eles falassem com repórteres no Salão Oval antes do encontro, como manda o protocolo, mas o petista pediu que seguissem direto para a reunião. Depois, estava previso um pronunciamento conjunto em seguida do almoço, o que não ocorreu.
De acordo com relatos de correspondentes da Casa Branca nas redes sociais, a equipe de segurança do edifício pediu que a imprensa se dispersasse, porque o encontro todo seria realizado a portas fechadas. Após quase 1h30 de conversas, os líderes trocaram de aposentos para fazer a refeição (que, de acordo com o governo americano, tem como prato principal filé de carne grelhada com purê de feijão preto).
Lula deve conversar com jornalistas apenas na embaixada em Washington, onde está hospedado. De acordo com a comitiva brasileira, o motivo pelo qual não foi possível atender a imprensa na Casa Branca foi que a reunião com Trump se estendeu mais que o programado.
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