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Apresentação: Marcos Soares

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26 janeiro 2012

Situação piora para jornalistas no Brasil

A violência e a desproteção a jornalistas, principalmente no Norte e Nordeste do País, e a morte – em serviço – de três profissionais no ano passado, fizeram o Brasil cair 41 posições e ocupar o 99º lugar no Ranking de Liberdade de Imprensa 2011, divulgado ontem pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Essa queda só foi superada, no continente, pelo Chile, que perdeu 47 posições, mas, ainda assim, está acima do Brasil, em 83º lugar.
Baseado em pesquisas de 18 associações ligadas à imprensa e no testemunho de 150 jornalistas do mundo todo, o trabalho da RSF diverge, no caso brasileiro, de avaliações da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que contabilizaram cinco mortes no País em 2011, contra as três da ONG. A razão aparente é a exigência, por parte da RSF, de comprovação detalhada de que o profissional morreu, de fato, por causa de seu trabalho. Em dois casos eles consideraram as evidências insatisfatórias.
A RSF avaliou 179 países. Como de hábito, o topo é ocupado por nações do norte da Europa: Finlândia em primeiro, seguida de Noruega, Estônia, Holanda e Áustria. Nos últimos lugares a rotina também se repete: o Irã aparece em 175º e abaixo dele vêm a Síria, o Turcomenistão, a Coreia do Norte e a Eritreia (179º).
Quem procurar o Brasil, no 99º posto, vai cruzar, antes, com Madagáscar (85º) e Albânia (96º). Na apresentação dos resultados, o site da Repórteres sem Fronteiras elogia Cabo Verde e Namíbia, “dois países africanos onde nenhuma tentativa de obstrução ao trabalho foi relatada em 2011”.
No caso dos Estados Unidos, que aparecem em 47º, a RSF denunciou o modo como a polícia tentou conter os protestos de grupos como o Ocupe Wall Street e semelhantes.

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