A Universidade Federal do Rio Grande do Sul derrubou uma barreira que limitava o acesso de negros, oriundos de escolas públicas, aos cursos considerados de elite. Em razão da recém-implantada mudança no acesso por meio das cotas raciais – votada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) – o número de negros aprovados nos 10 cursos mais concorridos da instituição passou de 24 no ano passado para 114 em 2012, um aumento de 375%.
No total dos 89 cursos oferecidos, o número de aprovados que se declararam negros e de escola pública aumentou 58% neste vestibular em relação a 2011. De 270 aprovados no ano passado, agora a cifra chegou a 427. Esses cotistas ocupam vagas que, até o ano passado, eram preenchidas por egressos de escolas públicas – especialmente daquelas de perfil diferenciado, como o Colégio Militar e o Colégio Tiradentes.
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