
As grandes redes de varejo de BH cumpriram a medida cautelar do Ministério Público Estadual que proibiu a venda das sacolinhas compostáveis, mas recusam-se a oferecê-las de graça. O Estado de Minas percorreu vários pontos de venda nas regiões Centro-Sul e Pampulha e constatou que apenas um as fornecia. O MP já admite instaurar processo criminal contra os estabelecimentos comerciais por cartel devido ao alinhamento de conduta. "Esperamos é que cada loja aja por livre iniciativa, dando tratamento digno ao consumidor, sem seguir iniciativas combinadas", afirmou o promotor Amauri Artimos da Matta. Enquanto isso, sobrou para o consumidor a obrigação de levar sacolas retornáveis ou disputar caixas de papelão em supermercados. A advogada Núbia Souza esqueceu as sacolas em casa e teve de espalhar as mercadorias no porta-malas do carro. A reportagem do Estado de Minas percorreu vários pontos de venda nas regiões Sul, Pampulha e Centro de BH e constatou que o produto havia sido retirado de circulação pelos supermercados. Em apenas uma loja, os consumidores estavam recebendo a sacola gratuitamente, diante de grande insistência.
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