
Atrasada, com orçamento estourado e classificada pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, como uma "história para ser aprendida e não repetida", a Refinaria Abreu e Lima (Rnest) enfrentou ontem mais um percalço no seu longo processo de virar realidade. Os cerca de 44 mil trabalhadores que atuam na construção do empreendimento voltaram para casa mais cedo e a construção parou. Segundo as informações, por volta das 8h30, um grupo de operários do Consórcio Conest (formado pelas empresas Odebrecht Engenharia e OAS) iniciou uma desmobilização em massa. O motivo foi a insatisfação com a convenção coletiva assinada na terça-feira passada. As denúncias são de que ela foi fechada sem a anuência da maioria, em uma manobra irregular do sindicato trabalhista numa assembleia esvaziada (ver matéria ao lado).O movimento ganhou força rapidamente e tomou conta de todo o canteiro de obras da Rnest. Às 11h30, ninguém mais estava trabalhando, e sim, tomando o rumo de casa de ônibus ou a pé. A polícia, incluindo o Batalhão de Choque, acompanhou tudo. Não houve confronto. A parada de ontem atrapalha ainda mais o prazo de conclusão da obra, que foi adiado novamente em junho deste ano. Se cumprisse o cronograma inicial, de 2005, a Rnest estaria 94,5% concluída. O status oficial, entretanto, é de 57,5%. Hoje, o empreendimento está no seu pico de construção e a primeira etapa projetada para iniciar a operação em novembro de 2014.
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