
Depois do retorno ao trabalho ontem no Congresso, parlamentares e sindicalistas prometem fazer barulho para pressionar pela votação, até o dia 10, do projeto que muda o cálculo de aposentadoria para os trabalhadores hoje na ativa. A proposta acaba com o fator previdenciário, cálculo que diminui o valor do benefício principalmente para quem se aposenta cedo. Criado em 1999, o fator previdenciário incentivaria as pessoas a retardar a aposentadoria para contribuir por mais tempo e alcançar um benefício maior. O resultado, entretanto, não foi o esperado, e a redução de valores deu início a uma série de pressões pela troca do cálculo. Uma das possibilidades para substituir o atual índice é a chamada fórmula 85/95, que garante aposentadoria pelo valor integral a trabalhadores cuja soma entre idade e tempo de contribuição chegar a 85 anos, no caso das mulheres, e 95 anos, no caso dos homens. A proposta, que inicialmente não agradava ao governo, agora é admitida pelo Planalto. Segundo o deputado Ademir Camilo (PSD-MG), relator do projeto, o presidente da Câmara, Marco Maia, disse ontem que ainda aguardava uma contraproposta do governo para tentar fechar acordo sobre a votação: – O prazo limite para negociar é 10 de agosto. Se não fizermos pressão, o governo só empurra com a barriga.
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