
O recado dos bancos para funcionários e acionistas é claro. Daqui para a frente, as instituições financeiras terão de se esforçar para gerar cada vez mais receita com o menor gasto possível. Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal estão em meio a programas de melhoria da eficiência.O movimento não é sem causa. A queda da taxa de juro básica da economia vai trazer uma nova realidade para os bancos brasileiros. Segundo analistas e banqueiros ouvidos pelo Valor, os ganhos menores com as taxas de juros cobradas dos clientes vão escancarar eventuais ineficiências das instituições financeiras no Brasil.Na comparação com seus pares pelo mundo, os bancos brasileiros são hoje menos eficientes, segundo relatório do Goldman Sachs. No Brasil, as despesas operacionais representam 6% dos ativos médios, quase o dobro da média apresentada por instituições nos Estados Unidos e no resto da América Latina (ver gráfico ao lado). Em parte, segundo o Goldman Sachs, esse é um problema causado por custos trabalhistas e tributários mais altos.
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