A produtora Verônica Menezes enfrentou problemas ao tentar abrir, no Itaú, uma conta no nome de sua empresa, a Perereca Filmes. Foram mais de 20 dias à espera da abertura da conta até que ela resolveu ir à agência e ouviu do gerente a pergunta que não queria calar: “Essa empresa faz filmes adultos?”. Verônica perguntou de volta: “O que é filme adulto?”. Com alguns gestos, o gerente sugeriu que eram filmes pornográficos. Paciente, a produtora entendeu tudo e explicou que chamava a filha Beatriz de perereca. Que era uma palavra carinhosa, como o ilustre gerente poderia ver no Google. Ontem a produtora recebeu o número de sua santa conta.
Tatu, o desconhecido
O tatu bola, mascote da Copa de 2014, está ameaçado de extinção e é um grande desconhecido até dos especialistas. “Só foi feito um único grande estudo sobre ele”, diz a pesquisadora da Fiocruz Márcia Chame. “Não se sabe como são suas redes sociais e ele tem hábitos alimentares muito específicos.” A dificuldade de se tratar com um “estranho” é um dos motivos para o Zoo do Rio ter apenas um em cativeiro (uma fêmea, chamada “Ana Botafogo”, por causa de seu andar elegante). Não se sabe de nenhum outro tatu bola no Rio ou perto da cidade. “É espécie exclusiva da caatinga”, explica Márcia.
Que broto legal
Sérgio Murillo, pioneiro do rock brasileiro com “Broto legal”, de 1961, desentendeu-se depois com as gravadoras e em meados dos anos 1960 foi morar no Peru. A Discobertas está resgatando os dois álbuns que gravou cantando em espanhol e lançou somente lá. Numa das faixas, a versão em castelhano que fez para “Mosca na Sopa”, de Raul Seixas. Sérgio morreu há 20 anos. (Joaquim Ferreira dos Santos)
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