
Uma árvore cresce na torre esquerda, o mato se alastra pelo telhado e a umidade toma conta da fachada. Do lado de dentro, há gambiarras na fiação, paredes sujas, imagens quebradas e um indiscreto ar de abandono. Assim está a Igreja de São Francisco de Assis, no Largo de São Francisco, uma das joias do patrimônio barroco de Sabará, na Grande BH. A deterioração se arrasta há anos e deixa tristes os devotos do santo, desapontados os visitantes e envergonhado quem se encanta com a arquitetura da cidade. Em Minas, levantamento do Ministério Público, feito pela Coordenadoria das Promotorias de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), mostra o tamanho da degradação no estado: 70% das igrejas, capelas e conventos apresentam problemas, como buracos no telhado a emaranhado de cabos, passando pelo furto de peças e risco de incêndio. Em Ouro Preto, na Região Central, a capela-mor e nave do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Conceição foi fechada na segunda-feira, por falta de segurança, depois de vistoria feita por engenheiros.
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