
Foi tão hediondo o crime que provocou a morte de 242 pessoas no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, que a decisão judicial de libertar os quatro suspeitos presos só podia mesmo provocar indignação e sensação de impunidade. É verdade que nenhum dos quatro dois sócios-proprietários da casa noturna e dois integrantes da banda causadora do sinistro pode ser apontado como autor deliberado da ocorrência. Mas todos eles e outros apontados pela investigação policial concorreram de alguma forma para o acontecido, seja pela ganância de lucrar com uma casa lotada, seja por atrair os jovens para uma verdadeira armadilha ou ainda pela irresponsabilidade de promover um show pirotécnico em local inseguro.Não foi uma tragédia gerada pelo acaso, esta verdade precisa ser reafirmada.
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