O transporte público de Salvador que há mais de 50 anos não passava por processo de licitação, tende a ter agora mais um fiscal. Além da prefeitura e da Câmara de Vereadores que colocam o assunto no centro das discussões, junto aos empresários do setor, movimento forçado também pelas demandas das ruas e de grupos como o Movimento Passe Livre (MPL), o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) vai se envolver na questão. O presidente do TCM, conselheiro Paulo Maracajá, destacou que não haverá qualquer movimentação em torno do valor da passagem de ônibus sem passar pelo órgão. Vereadores da bancada do governo e da oposição elogiaram a iniciativa. O presidente do TCM ratificou que uma comissão foi constituída, sendo composta pelos auditores Ronaldo Nascimento de Sant’Anna, Antônio Carlos da Silva e José Cláudio Mascarenhas Ventin. O objetivo é fiscalizar todos os atos do processo de concessão do transporte público. “O Tribunal quer verificar a planilha de custos e vai examinar tudo, participando da mesa de negociação. Não vai haver aumento da tarifa sem o TCM participar. Não se pode fazer de qualquer forma, principalmente em um momento em que o assunto está aí e para que não haja greves, quebra-quebra”, afirmou Maracajá.
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