A viatura oficial da Polícia Militar que servia o major Edson Santos, ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, virou alvo de investigação de policiais da Divisão de Homicídios (DH). Na semana passada, o veículo, um Sandero preto, foi periciado. Agentes usaram luminol, reagente que identifica sangue, para saber se há vestígios biológicos do pedreiro Amarildo de Souza, que desapareceu na favela dia 14 de julho. Na terça-feira, dez PMs, entre eles Santos e o tenente Luiz Felipe de Medeiros, ex-subcomandante da UPP Rocinha, foram indiciados pela Polícia Civil por tortura seguida de morte e ocultação de cadáver do pedreiro. A pena pode chegar a 30 anos de prisão. O resultado do exame no Sandero descaracterizado deve sair ainda este mês. Três moradores da Rocinha que colaboraram com as investigações foram colocados no programa de proteção à testemunha. O promotor Homero das Neves Freitas analisa agora o inquérito da DH que tem quase duas mil páginas, com depoimentos, gravações telefônicas e imagens. A denúncia à Justiça contra os militares deve sair até segunda-feira. Homero avalia ainda se vai pedir a decretação da prisão preventiva dos policiais à Justiça por coação no curso das investigações. A polícia aguarda ainda o resultado de exame no Instituto Médico Legal (IML) de uma ossada encontrada em Resende, no Sul Fluminense, que pode ser do pedreiro.
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