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Apresentação: Marcos Soares

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23 novembro 2013

Leilão de aeroportos obtém mais do triplo do preço mínimo

O governo federal garantiu uma arrecadação de R$ 20,84 bilhões nos próximos 25 a 30 anos com a concessão dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), em leilão realizado ontem em São Paulo. O valor é 251% superior aos R$ 5,9 bilhões previstos como lances mínimos para os dois aeroportos somados. A Odebrecht e a Changi, operadora estatal do aeroporto de Cingapura, arremataram o Galeão por R$ 19 bilhões --294% acima do preço mínimo. Já Confins saiu com ágio de 66%, por R$ 1,82 bilhão, para a CCR e os operadores de Zurique e Munique. A proposta de Odebrecht e Changi, sócias com 60% e 40% do consórcio respectivamente, ficou tão acima da expectativa dos concorrentes que ninguém se habilitou a oferecer novos lances. Estavam habilitadas para disputar com a Odebrecht os consórcios encabeçados por CCR (proposta inicial de R$ 10,35 bilhões), EcoRodovias (com R$ 13,1 bilhões) e Carioca (R$ 14,5 bilhões). Em valores nominais, a proposta do Galeão supera o lance vencedor do aeroporto de Guarulhos, no ano passado: R$ 16 bilhões. No entanto, os R$ 19 bilhões do Galeão serão pagos ao longo de 25 anos, enquanto a concessão de Guarulhos, vencida pela Invepar, dura 20 anos. Considerando que Guarulhos tem uma receita três vezes maior do que o Galeão, o aeroporto do Rio deverá gerar para os investidores uma rentabilidade inferior.

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