O governo anunciou ontem aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis a partir de janeiro. As alíquotas estavam reduzidas desde maio de 2012 e serão recompostas em duas etapas - a segunda será em 1.° de julho. Com isso, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff começa a retirar as medidas anticíclicas usadas para amenizar a turbulência internacional sobre a atividade doméstica. Apenas com o retorno de parte do imposto para os carros, o governo espera um aumento de R$ 950 milhões na arrecadação no primeiro semestre. Levando-se em conta também o aumento do imposto para o setor de móveis (leia mais nestapágina), o aumento de receita chegaria a R$ 1,145 bilhão. O Ministério da Fazenda acredita que não haverá impacto sobre a inflação nem demissões no setor por causa de um pacto fechado com a-indústria. As montadoras, porém, calculam repasse de até 2,2% aos preços. No caso do carro popular, com motor 1.0, a alíquota a partir de janeiro passará de 2% para 3% e, em julho, para 7%, voltando assim aos níveis normais (veja quadro ao lado). Para os caminhões, a decisão foi manter a alíquota zero, em vigor desde janeiro do ano passado. O fim do IPI para caminhões, segundo o secretário executivo interino do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, é "definitiva", ou seja, terá validade até que nova decisão seja apresentada. "Caminhão é um
bem de capital. É, em particular, um bem de logística e que tem impacto em toda a economia", argumenta.
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