Um ginecologista que trabalha no Centro Municipal de Saúde Manoel José Ferreira, no Catete, é acusado de usar o espaço público para negociar pelo menos dois abortos. Um dos casos foi flagrado em escuta telefônica autorizada pela Justiça, às 13h59 do dia 10 de dezembro. Na ocasião, o médico sugeriu à gestante que conseguisse dinheiro com ‘o pessoal do movimento’, numa possível referência a traficantes na área onde ela mora.O registro ocorreu três dias antes da operação policial que desarticulou a maior quadrilha de abortos do Rio, responsável por uma movimentação financeira de R$ 500 mil por mês. O caso está sendo investigado pela 19ª DP (Tijuca).Enquanto estava na clínica, o médico ligou para José Luiz Gonçalves, acusado de chefiar o esquema, para contar que a mulher no seu consultório tomou remédio por conta própria para interromper a gravidez de 11 semanas.
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