O prefeito de Coari, a 363 quilômetros de Manaus, Adail Pinheiro (PRP), foi preso na tarde de ontem sob suspeita de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes na região. Segundo a polícia, Pinheiro, que era procurado desde o início da manhã, apresentou-se espontaneamente à Delegacia-Geral de Polícia Civil, em Manaus, por volta das 13h15. Mais cedo, outras cinco pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no esquema, entre elas dois secretários e três funcionários da Prefeitura de Coari. O prefeito é réu em pelo menos 70 processos que tramitam na Justiça do Amazonas. Em 2006, a Polícia Federal passou a investigá-lo devido a indícios de desvio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As denúncias de pedofilia apareceram durante essas investigações em escutas telefônicas judicialmente autorizadas, e culminaram na chamada Operação Vorax, cujo relatório foi divulgado em 2008. Ele chegou a ficar preso por três meses em 2009. Em agosto de 2013, prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, da Câmara dos Deputados. O advogado do prefeito de Coari, Alberto Simonetti Neto, diz que já entrou com um pedido de habeas corpus para revogar a prisão. Segundo o advogado, o prefeito afirma que as acusações são fictícias e fazem parte de uma orquestração política.
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