É comum pais externarem uma certeza em relação aos filhos que saem para uma festa no final de semana: “Meu filho não bebe”, “Minha filha só toma um golinho”, “Ele sabe o limite”. Longe de casa, os adolescentes brindam à ingenuidade dos adultos e ao desrespeito à lei que proíbe a venda de bebida para menores de idade: “Eles sabem que eu bebo, mas não imaginam o quanto”, “Roubei Jägermeister do meu pai”, “Ninguém pede carteira de identidade”. As consequências desse descompasso podem ser observadas em postos de gasolina, clubes ou salões de festas. Em pouco tempo, os jovens sucumbem ao alto teor alcóolico do que ingerem. Nesta reportagem, ZH mostra um retrato dos exageros frequentes nas noites de Porto Alegre, a capital que lidera o consumo de bebida alcoólica por adolescentes no país. Porto Alegre é a capital brasileira campeã no consumo de álcool entre estudantes de 13 a 15 anos do 9º ano do Ensino Fundamental, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada em 2013. O estudo ouviu 1.455 alunos em 52 escolas. 36,7% dos entrevistados consumiram bebida alcoólica nos 30 dias anteriores. 81,9% das meninas já experimentaram álcool. Entre meninos, o percentual é de 75,3%. Em Florianópolis, a segunda colocada, o índice foi de 34,1%. Os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%). A média brasileira foi de 26,1%. Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) do IBGE.
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