
O aumento dos impostos sobre os combustíveis e o fim de subsídios no setor elétrico podem, juntos, ampliar o IPCA de 2015 em até 0,66 ponto percentual, ou mais de 10% do teto da meta do governo, de 6,5%. Com impactos concentrados no começo do ano, as medidas devem fazer com que o país tenha o pior primeiro bimestre de inflação desde 2003, primeiro ano do governo Lula. Para 2015, as previsões de inflação já chegam a 7,2%, a pior desde 2004.A volta da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de R$ 0,22 por litro de gasolina e de R$ 0,15 no diesel, que a Petrobras deverá repassar aos consumidores a partir de fevereiro, pode elevar o IPCA em até 0,39 ponto percentual, segundo estimativa do Itaú Unibanco. Além disso, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE, fundo para financiar tarifas subsidiadas) neste ano deve ser de mais de R$ 23 bilhões, superando em R$ 9 bilhões a estimativa inicial do governo. Isso deverá resultar em um aumento adicional de 9% na conta de luz este ano, que atingiria cerca de 35%. O impacto extra no IPCA, segundo a Tendências Consultoria, seria de 0,27 ponto percentual em 2015.
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