O saldo da visita de quatro dias da presidente Dilma Rousseff (PT) aos Estados Unidos é sem dúvida positivo, mesmo porque era difícil ser diferente. Dado o estado de paralisia em que se encontrava a relação bilateral nos últimos dois anos, qualquer gesto diplomático, ainda que superficial, ajudaria a recompor a parceria.Tratava-se sobretudo de normalizar os canais de comunicação entre os dois países, seriamente comprometidos desde a revelação, em 2013, de que cidadãos e empresas do Brasil tinham sido espionados por uma agência de segurança dos EUA. Ainda mais grave, a própria presidente viu-se alvo do abuso.Nesse aspecto, a visita foi um sucesso. Dilma declarou que sua ida a Washington representava o reatamento dos laços com o parceiro histórico. Na entrevista coletiva concedida em conjunto com o presidente norte-americano, ouviu de Barack Obama que os Estados Unidos encaravam o Brasil como uma potência global, não regional.
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