A informalidade e o tráfico de drogas afastam as grandes redes do comércio das comunidades brasileiras. A brecha virou uma oportunidade ao comércio local, que prospera nas ruas e vielas de Paraisópolis, em São Paulo, por exemplo. Com mais de 100 mil habitantes, a 2ª maior favela da capital paulista tem suas próprias redes de supermercado, açougues e farmácias. E os números de faturamento acompanham a dimensão da favela.Aos 28 anos, o empresário Clayton Medina viu seu investimento inicial de R$ 70 mil multiplicar 35 vezes. Após cinco anos, o mercado Nova Central conta com cinco filiais e vende aproximadamente R$ 2,5 milhões por mês ou R$ 30 milhões por ano, segundo o empresário. Diariamente, Medina visita as lojas falando em seu iPhone 6, com óculos escuros e com uma carteira Louis Vuitton na mão.
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