Uma nota fiscal da empresa de próteses Neurosurgical mostra que seis parafusos e uma placa para uma cirurgia de mão custaram ao Hospital Badim, na Tijuca, R$ 36.500. Esse valor aparece com um acréscimo de 20% — ou seja, mais R$ 7.300 — no formulário “Autorização de Materiais para Procedimento Cirúrgico”, do Correios, no qual a gerência de saúde da estatal autoriza o pagamento à unidade de saúde. O que o Correios e o hospital chamam de “taxa de comercialização previamente acordada”, para a Polícia Federal tem outro nome: propina.A informação sobre as cirurgias consta da representação enviada pela PF ao Ministério Público Federal em setembro. Esta não foi a única transação suspeita entre a Neurosurgical e o Correios. Fontes ligadas à PF revelam que pelo menos outra cirurgia em que a empresa foi a fornecedora de próteses está sendo investigada.
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