A proposta de ajuste fiscal anunciada nesta sexta-feira pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, prevê a suspensão da política de aumento real para o salário mínimo. A medida seria adotada em caso de o governo não conseguir cumprir o limite de gastos que o Planalto quer adotar. O corte na correção acima da inflação é o último item de três estágios que serão acionados quando as metas de gastos não sejam ultrapassadas. Atualmente, o piso nacional é corrigido levando em conta a inflação do ano anterior mais o PIB de dois períodos antes. As medidas também vão atingir o funcionalismo público. Além do piso nacional, os salários dos servidores públicos deixarão de ter aumento real, se os gastos ficaram além do limite. O governo vai implementar três estágios automáticos, no ano seguinte, para obrigar que as despesas cumpram os limites estabelecidos. A ideia é definir um teto para o aumento das despesas a cada ano.
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