Foram 16 dias entre a internação no Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio, no dia 10 de abril, e a data agendada para o exame de ressonância magnética. Mas o taxista José Mauro dos Santos, de 61 anos, diagnosticado com tetraparesia motora e lesão medular, morreu antes de ser examinado.Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e há dez anos rodando num táxi, José Mauro perdeu os movimentos das pernas e do braço esquerdo após ser agredido num assalto na Gávea, enquanto trabalhava. Segundo o filho, Adriano Alves, de 34 anos, o taxista fez o exame de tomografia, que constatou a lesão na medula, mas os médicos disseram que só poderiam seguir com o tratamento — que poderia ou não exigir uma cirurgia — após a ressonância:— Ele ficou no soro, tomando analgésico e remédio para a pressão alta, sem tratamento específico para a medula — denuncia Adriano.
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