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Apresentação: Marcos Soares

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19 junho 2016

Comércio ilegal de armas em rede social avança sem controle

Grupos, páginas e perfis no Facebook anunciam e vendem armas de fogo, munições e acessórios controlados pelo Exército e pela Polícia Federal em um mercado paralelo sem fiscalização. Na lista de ofertas feitas na rede social há revólver, fuzil, cano, silenciador, máquina de recarga e até um kit importado que transforma uma pistola em submetralhadora de uso restrito das forças militares. Tanto o comércio sem autorização legal quanto a publicidade de armamento são crimes com pena de até oito anos de prisão e multa. A reportagem constatou a prática em ao menos dez grupos fechados ou secretos no Facebook, nos quais o acesso de um membro é controlado pelo administrador da página e as informações são bloqueadas ao público externo. A maioria foi criada nos últimos dois anos e os integrantes se identificam como caçadores, atiradores e colecionadores de armas, os chamados CACs, que têm certificado de registro (CR) do Exército para comprar e portar arma e munição para a prática de tiro esportivo. Alguns atiradores, contudo, admitiram ao Estado que os grupos são frequentados por pessoas que não vão a clubes nem disputam torneios de tiro e que estão interessadas apenas no comércio ilegal de armas. “A maioria não é CAC. Entram no grupo do Facebook para vender arma ilegalmente. Eu mesmo já recebi várias mensagens e telefonemas de gente oferecendo armas e munição sem registro”, disse um corretor de imóveis de 56 anos, atirador por hobby há dois, que pediu para não ter o nome divulgado.

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