
Nem só de miséria é feita a folha de pagamento do Poder Executivo e das estatais vinculadas. Graças à mudança na Lei da Transparência – que os outros poderes ainda não adotaram plenamente – ficou mais fácil conferir as distorções e entender por que falta dinheiro para o essencial no Rio Grande do Sul. As primeiras oito páginas do resumo dos contracheques mostram remunerações líquidas acima de R$ 30 mil, pagas a 79 servidores. São pagamentos acima do teto, sem estorno, a maioria a título de ¿licença-prêmio indenizada¿.Os 10 maiores pagamentos de outubro, cuja folha terminará de ser paga amanhã, são produto dessa aberração chamada licença-prêmio, que o governador José Ivo Sartori tentou substituir por uma ¿licença-capacitação¿, sem direito a conversão em dinheiro. O projeto está mofando na Assembleia, sem que os deputados se mobilizem para aprovar e sem que o Executivo faça a necessária pressão.
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