Roberto Ferreira de Souza, 44 anos, chegou ao Distrito Federal há 30 anos com os pais, em busca de uma vida menos sofrida. Se tornou eletricista profissional e se acostumou com os benefícios de trabalhar com carteira assinada em diversas construtoras que faziam reformas, prédios ou casas. Com o crescimento do mercado imobiliário e com a economia em expansão, ele chegou a ganhar um salário de R$ 4 mil, conquistou o sonho da casa própria e planejava um futuro de estudos para os dois filhos.Entretanto, com a maior recessão da história, a demanda por mão de obra qualificada despencou, o número de canteiros de obra minguou e Souza passou a fazer parte das estatísticas que apontam 13,4 milhões de desempregados no país. As compras no supermercado, que chegavam a até R$ 400, acabaram. “Agora é no quilo. Acabou o feijão, compro um saco. Carne virou um luxo”, conta. A internet foi cortada e ele não se recorda a última vez que ligou o computador.
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