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18 junho 2025

O Brasil pode ser atingido se Irã e Israel iniciarem guerra nuclear?

 


Em meio ao conflito travado entre Irã e Israel desde a semana passada, cresceu a preocupação internacional de uma guerra que, além de mísseis e drones militares, utilize armas nucleares. Baseados em reações de fissão ou fusão atômicas, esses dispositivos explosivos obliteraram, no passado, cidades como Hiroshima e Nagasaki, no Japão, resultando em centenas de milhares de mortes.

O motivo central por trás da disputa entre as duas nações é justamente a posse e a utilização de material nuclear no Oriente Médio, segundo destaca a Agência Brasil. Há mais de 30 anos, o Irã é acusado por Israel de investir em armas atômicas, que descumpririam o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), assinado em 1970, e aderido por 191 países.

Por outro lado, o Irã nega ter planos para militarizar suas atividades atômicas. O país, que seguiu a obrigatoriedade de submeter seu programa nuclear às inspeções internacionais diversas vezes, afirma que seus investimentos têm finalidade civil, como para a produção de energia elétrica.

A situação chegou ao seu limite na quinta-feira (12), quando o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) resolveu notificar o Irã por falta de cooperação com seus inspetores, aponta a agência Associated Press. Em resposta à censura, o Irã comunicou que havia construído uma terceira instalação de enriquecimento de urânio, e pretendia ativá-la em breve.

Nos últimos seis dias, um conflito entre Israel e Irã ocorre com novas ofensivas militares e troca de ameaças entre os dos dois países. De acordo com o G1, Israel afirma estar diante de um “momento decisivo” de sua história e promete usar “toda a sua força”; já o Irã classifica os ataques como uma “declaração de guerra” e fala em uma retaliação “severa e dolorosa”, tanto para Israel quanto para os Estados Unidos.

Brasil em meio ao conflito

Se a situação se escalonar para o nível nuclear de conflito, como fica a segurança dos outros países? Há riscos de o Brasil sofrer com os bombardeios?

Em entrevista ao portal Terra, Claudio Schön, pesquisador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), sugere que o Brasil não corre riscos territorialmente diante do conflito no Oriente Médio. Mesmo supondo que ocorresse uma explosão nuclear em Israel ou no Irã, o nosso ecossistema seria dificilmente impactado, em razão de uma região de alta pressão na Linha do Equador.

“O Equador mantém as coisas em seus hemisférios. Então, uma explosão nuclear acontecendo no Norte não vai provocar efeito no Sul”, esclarece o especialista. “Países do Hemisfério Norte já fizeram inúmeros testes atômicos, inclusive ao ar livre, e nunca houve qualquer tipo de problema por aqui”.

Para que o Brasil fosse afetado, a explosão teria que ocorrer no território nacional ou em uma área muito próxima. Haveria risco se a explosão atômica ocorresse, por exemplo, no oeste africano – o que dificilmente aconteceria já que, mesmo com seus conflitos internos, nenhum país dali apresenta grande poderio nuclear.

Em nota publicada no último dia 13 de junho, o Ministério das Relações Exteriores condenou a ofensiva aérea israelense lançada contra o Irã e disse que os "ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial".

Em outra nota na segunda-feira (16), a pasta declarou que “acompanha com atenção a situação de seus nacionais que se encontram em Israel, incluídos, além de binacionais e turistas”. Com o apoio das autoridades israelenses, a Embaixada do Brasil tem conduzido missões de repatriação para o território nacional,

A Embaixada do Brasil em Tel Aviv ainda recomenda a todos os brasileiros em Israel a seguirem estritamente as recomendações do “Home Front Command” israelense e a permanecerem sempre nas proximidades de abrigo fortificado. Sempre que sirenes ou alertas forem disparados, deve-se dirigir imediatamente a um bunker.

Qual o risco real de uma guerra militar?

Devido às ações tomadas sem conhecimento das autoridades globais, não se sabe ao certo se, hoje, o Irã apresenta armas nucleares. Mas, de acordo com o jornal O Globo, oficialmente o Irã conta com um estoque total de urânio enriquecido de 9.247,6 kg – uma quantia quase 45 vezes maior do que o limite autorizado.

Estima-se que pelo menos 408,6 kg desse estoque total do país esteja enriquecido. Isso seria material radioativo suficiente para que ele fabricasse quase nove bombas atômicas.

Por sua vez, como também indica O Globo, cálculos da Associação para o Controle de Armas afirmam que Israel teria cerca de 90 ogivas ativas em um arsenal secreto, além de material suficiente para construir outras 200 bombas atômicas. Vale lembrar que a região não é signatária do TNP e, como tal, nunca foi devidamente investigada pela posse ou produção de armas nucleares.

Informações de documentos sigilosos e relatos de dissidentes sugerem que o país montou uma tríade nuclear. Com isso, Israel teria capacidade de lançar ataques com mísseis balísticos, com submarinos e aeronaves de combate.

Assim, mesmo sem confirmações oficiais, é possível que ambos os lados apresentem um acervo de armas nucleares. Não à toa, possíveis locais de armazenamento dessas tecnologias têm sido os pontos de interesse principais das ofensivas.

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