O ex-presidente Jair Bolsonaro está desde o dia 15 deste mês no complexo da Papudinha, em Brasília, para cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado por participação na trama golpista. Em relatório encaminhado na sexta-feira, 30, pela Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), o capitão da reserva tem uma rotina de atendimentos médicos, fisioterapia, caminhada e visitas de familiares e advogados.
Bolsonaro chegou à Papudinha às 18h06. Naquele mesmo dia, recebeu visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O encontro ocorreu entre 20h20 e 21h08. No mesmo momento, foi atendido por uma médica enviada pelo Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal, da Polícia Militar.
Nos dias seguintes, o ex-presidente recebeu, no mínimo, três atendimentos médicos. Em algumas datas, os registros de consultas chegam a cinco, como em 16 de janeiro. Bolsonaro foi atendido às 7h, às 9h15, às 15h15, às 15h35 e às 19h10. Os problemas de saúde do ex-presidente foram agravados pela facada recebida por Adélio Bispo, em 2018, em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, durante campanha eleitoral.
“Registra-se que os atendimentos realizados por profissionais da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) consistem, em sua maioria, em avaliações clinicas de rotina, voltadas ao monitoramento do estado geral de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais, tais como pressão arterial, frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio, bem como avaliação clinica sumária e acompanhamento preventivo”, diz o documento. As informações encaminhadas ao Supremo estão em 10 páginas e são assinadas pelo Alleson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF. Aliados do ex-presidente tentam pressionar o Supremo a conceder prisão domiciliar. O principal motivo é o estado de saúde de Bolsonaro.
Bolsonaro não leu e não trabalhou
O documento ainda cita que o exercício físico praticado pelo ex-presidente é caminhada. No dia 16 de janeiro, por exemplo, ele realizou a atividade das 16h47 às 16h57 e das 18h às 19h. No relatório há citação ainda de que Bolsonaro não leu nenhum livro e também não trabalhou, o que poderia ser utilizado para remição da pena. De acordo com a lei de execução penal brasileira, a cada três dias de trabalho realizado, o condenado pode solicitar diminuição de um dia da punição imposta pela Justiça. Em duas ocasiões, o capitão da reserva recebeu visita de um pastor Thiago Manzoni, que também é deputado distrital. A assistência religioso ocorreu em duas oportunidades: dias 20 e 27 de janeiro.

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